sexta-feira, 13 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
perdoem-me as árvores,
perdoe-me o chão!
fujam aves e demais seres.
o baile das felicidades acabou
e é tempo de limpezas.
limpar estragos,
devolver memórias,
correr cortinas de desgostos
e desligar luzes de sonhos.
a festa terminou
e os protagonistas já recolheram e,
tal como no final de um filme rodado,
voltam agora as cinzentas vidas,
cinzentos caminhos
e separados.
(coloridos serão, porventura,
para alguns mais sortudos e adiantados).
Até para a próxima.
Cerca-me o aconchego solitário desta noite.
Uma noite cega e surda de desejos e ímpetos,
Esmurecida nos intervalos da chuva
Que sinto lá fora e
Que veio para me lembrar das cores,
Paladares, refinadas e douradas captacões desta alma que espera.
E sentada ao fundo da cama,
Lembrancas são como nuvens...
Pinceladas vivas nesta tela negra,
Curvada perante mim em jeito
De uma servidão e fraqueza.
Nao sabe ela a dimensão
Da fraqueza que me apavora,
Peso que me corrói e desfaz.
Tenho trémula a minha mão
Sobre este rosto que não encontra mais nobre gesto,
Mais terno e pueril descanso.
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